John T. Gast Live ⟡ Marie Dior
Canal aberto para uma infinita transfiguração, o artista britânico tem sido uma sombra constante na ala vanguardista da eletrónica londrina. Fiel ao anonimato pessoal e ao distanciamento mediático, o seu nome ganhou contornos de lenda urbana nos delírios mais impenetráveis da eletrónica contemporânea. Se artistas como Actress, Dean Blunt, Delroy Edwards, Burial ou The Caretaker também navegam por intenções próximas, a verdade é que Gast encontrou já um espaço imaginário exclusivo, intrínseco à sua procura. Empilhando cartadas muito próprias em torno do pós-punk, hip hop, techno, dub, industrial, ambient e tantos outros cenários sonoros, a sua obra revela uma consistência brilhante. Sempre exigente nas formas de subversão estética e na complexidade emocional, não se limita a revisitar matéria sonora; parece antes depurar essas referências em memórias e apontamentos, numa colagem sonora em permanente movimento. Uma visão que contagia igualmente as paisagens da sua editora, 5 Gate Temple, refúgio seguro para matéria musical urgente e indefinível. Infant acaba de nos cair nas mãos, mas já com a sensação de estarmos perante um dos discos mais ferozes de 2026. As congeminações de Gast sempre foram estranhamente magnéticas, difíceis de explicar pelo que nelas tanto irradia. Jogando com a ambiguidade das coisas na hiper-realidade do presente, oferece um dos capítulos mais hipnóticos e mutantes da sua já longa e fascinante lista de contribuições. Das frequências resgatadas ao dub side
Sortir à Lyon ce soir avec Élaya — la carte des événements et lieux de la ville.