Superfan apresenta ‘My Piledriver Heart’
Prodígio? Kali Flanagan começou a fazer música aos 11 anos. Aos 15 assinou um contrato discográfico. Durante anos apresentou-se apenas como Kali e era um queridinho junto de uma população adolescente, fazia canções que ressoavam – e ainda ressoam, claro – com a sua idade e eram também uma porta de entrada para um indie-rock semiamadurecido que todos procuramos numa certa idade. Em 2024, apesar de andar a abrir para o Strokes e Weyes Blood, ainda mantinha um trabalho numa loja de discos em Los Angeles. Quase cliché de outros tempos, mas um que não só lhe fica bem como é completamente justificado. Kali Flanagan ainda é muito novo. Foi também em 2024 que decidiu mudar de nome, assumir-se como Superfan, mudança que acompanhou Tow Truck Jesus , que lhe deu outra dimensão. My Piledriver Heart será o segundo capítulo dessa missão. O que mudou? Para já a voz. Parece estranho ir por esse caminho, mas ao longo destes anos uma coisa que tem mudado em Kali é a voz, dores de se começar muito novo, mas também de a descobrir, de como encaixa na sua música e de como pode evoluir com ele, neste processo. É, ao contrário do que possa parecer, uma vantagem, um músico a crescer com as suas canções e nós, deste lado, a crescer com ele e com elas, as canções. Mesmo que já tenhamos crescido demais, nunca é demais crescer, sobretudo com melodias e palavras que parecem estar a descobrir uma forma de existir no cenário indie-rock actual. Já se conheciam algumas delas de My Piledriver Heart , como a be
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